
O estado do Rio de Janeiro concentra aproximadamente 40% dos roubos de medicamentos registrados no Brasil, segundo levantamento acompanhado pela ABRADIMEX (Associação Brasileira dos Distribuidores de Medicamentos Especializados, Excepcionais e Hospitalares). A concentração de indústrias farmacêuticas e centros de distribuição na região Sudeste faz com que Rio e São Paulo sejam os principais alvos desse tipo de crime.
Dados do setor também apontam um crescimento expressivo dos roubos de cargas farmacêuticas, impulsionado pelo alto valor agregado dos medicamentos e pela atuação de organizações criminosas especializadas na receptação e revenda desses produtos.
Além dos prejuízos às distribuidoras, esse cenário representa um risco à saúde pública. Medicamentos destinados ao tratamento de câncer, doenças raras e enfermidades autoimunes exigem rigoroso controle de armazenamento e transporte. Quando uma carga é roubada, não há garantia de que os produtos tenham sido mantidos nas condições adequadas, comprometendo sua qualidade e segurança.
Para reduzir os riscos, as distribuidoras têm intensificado investimentos em escolta armada, monitoramento, rastreamento e outras medidas de segurança, o que aumenta a complexidade da operação logística. A ABRADIMEX também alerta que a continuidade desse cenário pode impactar o abastecimento de hospitais e instituições de saúde, reforçando a necessidade de ações integradas de combate ao roubo e à receptação de cargas de medicamentos.





