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Distribuição farmacêutica fecha 2025 entre crescimento e alertas para medicamentos especiais

O ano de 2025 foi marcado por contrastes no setor de distribuição farmacêutica. Enquanto o mercado como um todo registrou crescimento, as empresas que atuam com medicamentos especiais, excepcionais e hospitalares enfrentaram desafios críticos relacionados a roubos de carga, falsificações e à atuação de marketplaces não credenciados, temas que estiveram no centro da atuação da ABRADIMEX ao longo do ano.

Segundo dados do Outlook 2025, relatório da Close-Up International, o mercado de distribuição farmacêutica cresceu 9,8%, movimentando R$ 173,6 bilhões no período. O canal farma respondeu por 55,4% desse total (R$ 96,17 bilhões), com avanço de 7,2%. As grandes empresas do atacado cresceram 11% nos 12 meses até agosto de 2025, alcançando 65,6% de participação de mercado.

No segmento de genéricos e similares, a Abradilan manteve liderança com presença em 99,3% dos municípios brasileiros. No mercado geral, a entidade responde por 33,8% das unidades comercializadas e 48,8% do valor em genéricos e similares. Suas distribuidoras atendem 85,4% das farmácias do país, índice que sobe para 96,2% entre redes associativistas, que somam 25,1 mil estabelecimentos.

Já a Rede Integração Farma encerrou o ano com números expressivos. A rede registrou R$ 1,3 bilhão em faturamento nos 12 meses até outubro, segundo a IQVIA, além de R$ 1 bilhão em receita pelo Preço de Compra do Consumidor (CCP).




ABRADIMEX e os desafios dos medicamentos especiais

Em um cenário de crescimento do mercado, a ABRADIMEX concentrou sua atuação em alertar e mobilizar o setor diante dos riscos que ameaçam a cadeia de medicamentos de alta complexidade. Em 2025, a associação destacou o impacto dos roubos de carga, que geraram R$ 283 milhões em perdas para as empresas do segmento. Segundo estudos elaborados pela Deloitte e pela Overhaul, essas perdas podem elevar os custos operacionais em até 60%.

Embora os produtos farmacêuticos representem apenas 2% das cargas roubadas no Brasil, tratam-se de itens de alto valor agregado, frequentemente termolábeis, com facilidade de revenda e maior dificuldade de rastreamento. Para 52% dos especialistas em risco ouvidos pela Deloitte, a tendência é de aumento desses crimes.

Outro ponto de atenção levantado pela ABRADIMEX foi a atuação de marketplaces na venda de medicamentos, especialmente os de alto custo. A associação alerta que muitos desses canais não são credenciados como distribuidores pela indústria farmacêutica, o que gera riscos à segurança do paciente e à integridade da cadeia.

“As empresas associadas à ABRADIMEX são homologadas pela indústria farmacêutica a partir de critérios rigorosos, que incluem requisitos comprovados para transporte seguro e controle de qualidade”, afirma Paulo Maia, presidente executivo da entidade.

A ABRADIMEX reúne as 15 maiores distribuidoras especializadas do país, responsáveis por quase 75% das vendas de medicamentos de alta complexidade destinadas a hospitais, clínicas, operadoras de planos de saúde e instituições ambulatoriais, reforçando seu papel estratégico na segurança, rastreabilidade e acesso a tratamentos essenciais no Brasil.

Fonte: Panorama Farmacêutico