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Da carga roubada ao paciente: Paulo Maia fala sobre riscos à saúde.
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DC NEWS entrevista Paulo Maia, presidente da Abradimex
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A cada decisão conjunta, reforçamos nosso compromisso com um setor mais sólido, integrado e preparado para os desafios da saúde no Brasil.
Polícia investiga roubo de carga valiosa de vacinas, cujo transporte foi feito sem escolta
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Riscos dos medicamentos de alto custo em marketplaces
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Panorama ABRADIMEX MAT 03/2025
Panorama ABRADIMEX MAT 04/25
Logística farmacêutica esbarra em roubo de cargas e altos custos
Estudo aponta que distribuição chega a todas as regiões do país, mas desafios com segurança e fretes impactam o setor14/03/2025 11h06 Um levantamento inédito analisou a logística de distribuição de medicamentos no Brasil e trouxe dados relevantes sobre o setor. Conduzido pela Deloitte a pedido da Associação Brasileira de Distribuidores de Medicamentos Especializados, Excepcionais e Hospitalares (Abradimex), o estudo apontou que a distribuição farmacêutica alcança todas as regiões do país, com maior concentração no Sudeste e Sul, e enfrenta desafios como o roubo de cargas e o aumento dos custos logísticos. Segundo o relatório, cerca de 80% dos deslocamentos de medicamentos no país são feitos por transporte terrestre, enquanto 20% ocorrem por via aérea. A distribuição abrange 100% dos municípios da região Sul, 99% no Sudeste, 93% no Centro-Oeste, 67% no Nordeste e 63% no Norte. Para garantir a eficiência das entregas, os centros de distribuição (CDs) estão estrategicamente localizados em 56 cidades, próximos a rodovias e aeroportos. “Cada CD atende, em média, 45 municípios, com variações em função de fatores como extensão territorial e infraestrutura de transporte”, disse o presidente-executivo da Abradimex, Paulo Maia. A necessidade de controle rigoroso da temperatura é um fator essencial no transporte de medicamentos, especialmente os termolábeis, como aqueles utilizados para tratamento oncológico, endócrino e reumatológico. As normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) exigem que esses produtos sejam transportados a temperaturas iguais ou inferiores a 8?°C. O estudo revelou que, no caso dos medicamentos de referência, similares e genéricos, 71% necessitam de refrigeração e 29% exigem cuidados especiais na armazenagem e transporte. “O custo do transporte no Brasil pode se elevar ainda mais devido à vasta extensão geográfica e à variação climática, agravada pelo aquecimento global. Mas esse panorama só reforça a função estratégica exercida pelas distribuidoras”, acentuou Maia. Roubo de cargas e aumento de custos logísticos Apesar da capilaridade e eficiência do setor, a segurança no transporte tem sido um desafio crescente. O estudo indicou que os produtos farmacêuticos representam apenas 2% das cargas roubadas no Brasil, mas são alvos frequentes devido ao seu alto valor agregado, facilidade de revenda e dificuldade de rastreamento. O relatório destacou que 85% dos roubos de carga ocorrem na região Sudeste, com maior incidência em vias urbanas e rodovias. Além disso, a invasão a depósitos e centros de distribuição tem aumentado desde 2022. De acordo com a pesquisa, os gastos com segurança cresceram até 20% para metade das empresas, enquanto 20% dos distribuidores elevaram esse custo em até 40% e 17% em até 60%. Na visão dos mais de metade de 40 especialistas em gerenciamento de risco no transporte de carga, haverá elevação nos furtos para remessas farmacêuticas em 2025. “Os empreendedores arcam com a elevação do frete de 5% a 10% em zonas de risco, encarecimento do seguro e alto investimento na adoção de carros blindados, escolta e tecnologia de segurança”, disse o presidente-executivo da Abradimex. Roubo de cargas de forma geral O roubo de cargas é um problema que extrapola os limites da logística farmacêutica. Porém, apesar da persistência dessa questão no transporte brasileiro, um novo levantamento mostra um cenário positivo para o mercado: a redução de 32% na sinistralidade em 2024, comparado ao ano anterior. O dado, que reflete a relação entre prejuízo final e valores gerenciados, faz parte do “Report Anual de Roubo de Cargas nstech 2024”. Segundo a companhia, investimentos em tecnologia e aprimoramento de processos foram os principais responsáveis pela redução. O relatório destacou a evolução das ferramentas de gestão de risco, monitoramento e rastreamento de veículos, além de um reforço na inteligência de dados aplicada à segurança logística. “Não é um único elemento que garante o sucesso, mas sim a aplicação coordenada de diferentes tecnologias e estratégias”, enfatizou Mauricio Ferreira, vice-presidente de Inteligência de Mercado da nstech.
Roubo de carga e pagamento estendido desafiam distribuidores de medicamentos especializados
Fonte: Redação Roubo de cargas, prazos estendidos para pagamentos e alta complexidade logística frente às dimensões continentais do Brasil são alguns dos muitos desafios listados em estudo encomendado pela Abradimex (Associação Brasileira de Distribuidores de Medicamentos Especializados, Excepcionais e Hospitalares) à consultoria Deloitte, divulgado na semana passada. A pesquisa também aponta dificuldades regulatórias e sanitárias, além de elevada capacidade técnica e de gestão no setor. Segundo o levantamento, o mercado farmacêutico nacional alcançou R$ 229 bilhões e as vendas para o canal institucional ganharam ainda mais relevância, com avanço de 17,9% nos últimos 12 meses até agosto de 2024. Esse segmento é composto por medicamentos de especialidades, excepcionais e hospitalares, entre os quais biológicos, biossimilares, imunoterápicos, de referência, similares e também genéricos, com operadoras de planos de saúde e governos como principais fontes pagadoras. O volume de negócios nesse segmento já movimenta R$ 44 bilhões, tendo as distribuidoras especializadas como elos estratégicos da cadeia de medicamentos de alta complexidade. Em contrapartida, a crescente necessidade de aprimorar a capacidade logística e tecnológica para atender à demanda, atrelada a fatores macroeconômicos e à pressão de custos sobre o sistema de saúde, impõem desafios crescentes para essa atividade. Atualmente, a Abradimex reúne 15 distribuidoras, com capilaridade logística para atender 15 mil instituições de saúde. São 243 SKUs (Unidades de Manutenção de Estoque) que equivalem a aproximadamente 10 milhões de entregas mensais. Essas empresas abastecem 80% dos hospitais privados e 61% das clínicas no Brasil, com market share de 75%. “Esses números ratificam o papel fundamental desses agentes para viabilizar o acesso da população a tratamentos de doenças raras e de alta complexidade”, enfatiza Paulo Maia, presidente-executivo da entidade. A venda via distribuidor é predominante ou ganha participação de mercado nas principais classes terapêuticas do mercado institucional. “A oncologia lidera o faturamento do mercado (35,67%) e as distribuidoras são fornecedoras da maior parte dos medicamentos (82%)”, destaca Maia. O mesmo acontece com anti-infecciosos/fúngicos e hormônios (74%). As distribuidoras também tiveram ganho de market share de 4,2 pontos percentuais nas vendas de produtos para terapias de imunologia. O estudo também avaliou os desafios crescentes de um setor que utiliza tecnologia intensiva e, ao mesmo tempo, é sensível e altamente regulamentado. Além do arcabouço técnico exigido pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e pelas vigilâncias sanitárias locais, a constante evolução da indústria farmacêutica exige das distribuidoras mais ostensividade no aprimoramento técnico. O setor atua em um país tropical, diverso, de dimensões continentais e com gargalos de infraestrutura. Essa realidade traz desafios extras como a garantia de integridade das cargas, que dependem de um rígido controle de temperatura. “A não observância a esse detalhe pode inutilizar o medicamento e gerar custos milionários às fontes pagadoras”, alerta Maia. Segurança é outro ponto sensível. “Desde o momento em que o medicamento é recebido na sede ou nos centros de distribuição, são necessárias medidas rigorosas para mitigação de roubo dessa carga. No momento em que a mesma se desloca ao destino final, seja um hospital ou clínica especializada, o cuidado segue junto, com adoção de medidas como contratação de unidades de transporte blindadas e/ou contratação de escolta armada”, observa Maia. Outro ponto sensível diz respeito à gestão de acordos comerciais, cada vez mais lastreados por pressões de margens, pelos elevados riscos decorrentes das taxas de inadimplência e pelo aumento de 20%, nos últimos dois anos, na diferença entre os prazos de recebimento e pagamento. Por fim, Maia destaca a capacidade de gestão, que corresponde não apenas a recursos administrativos, mas também aos colaboradores das distribuidoras associadas, garantindo que há know-how adequado para suportar todas as necessidades de cada etapa do processo logístico. “Mesmo diante desses desafios, o setor procura reforçar investimentos para aprimorar e acelerar a execução de suas atividades, ratificando seu claro compromisso com a cadeia da saúde e com o acesso a medicamentos no país”, finaliza Maia.







