A artrite reumatoide (AR) é uma doença crônica autoimune caracterizada pela inflamação frequente das articulações. Ela pode provocar deformidades nas juntas e afetar outros tecidos e órgãos. Não há cura, mas pode ser controlada com medicamentos antirreumáticos. A patologia normalmente inicia-se entre 30 e 40 anos, e sua incidência aumenta conforme a idade. A AR está presente em aproximadamente 4,5% das pessoas entre 55 e 75 anos. Segundos dados da IQVIA Brasil, a ocorrência no Brasil é de cerca de 0,46% — em torno de 933 mil pessoas. Nos últimos 12 meses, mais de 160 mil pacientes foram tradados com drogas imunossupressoras, como Etanercepte, Adalimumabe e Abatacepte. E 50% desses pacientes concentram-se nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Demanda pública Segundo Marcelo Meletti, Diretor de Soluções Hospitalares da IQVIA, o Brasil apresenta um dos melhores programas do mundo para auxílio ao paciente quando se trata de acesso a medicamentos. Hoje, as melhores drogas são disponibilizadas de forma gratuita no Sistema Único de (SUS), bastando o aval médico com a constatação clínica. Somente em 2017, o mercado público demandou quase 2 milhões de ampolas, resultando em quase R$ 1,5 bilhão empenhados. A demanda pública representou algo em torno de 90% da demanda total do mercado. A Abradimex desempenha um importante papel na comercialização desses medicamentos, representando 38% do volume movimentado. Rafael Guedes
Seminário de Rastreabilidade de Medicamentos.
Na próxima terça-feira (28), a R&B Rastreabilidade Brasil estará na ABRADIMEX realizando um Seminário de Rastreabilidade de Medicamentos aos seus associados com intuito de transmitir experiências, cases de sucesso e expectativas dos próximos passos para implementação do SNCM (Sistema Nacional de Controle de Medicamentos). Com a presença do CEO da R&B, Amilcar Lopes, e seu diretor, Thiago Oliveira, iremos falar também sobre desafios e aprendizados decorrentes da etapa piloto da RDC 157/2017. O evento tem início às 10h na sede da ABRADIMEX, localizada na Rua Verbo Divino, 2001 | Torre B – Sala 607 (Chácara Santo Antônio – São Paulo/SP).
O que muda com aprovação de medicamentos à base de Cannabis?
Os medicamentos à base de cannabis estarão disponíveis em farmácias e drogarias sem manipulação. Entretanto, o cultivo, mesmo para fins medicinais, continua proibido. No início do mês a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o regulamento para fabricação, importação e comercialização de produtos medicinais derivados da Cannabis. Os fármacos a base da erva estarão disponíveis em farmácias e drogarias sem manipulação. Entretanto, o cultivo, mesmo para fins medicinais, continua proibido. Desse modo, sendo necessário importar insumos para fabricação nacional. Dentro da planta, existem vários canabinoides. Os mais estudados são o tetrahidrocanabinol (THC) e o canabidiol (CDB). O primeiro tem efeito psicoativo e o segundo é usado em terapias como analgésico ou relaxante. O uso das duas substâncias pode ser feita em conjunto ou somente com canabidiol. Os pacientes que mais se beneficiarão pela decisão são aqueles com epilepsia de difícil controle, espasticidade após lesões medulares, espasticidade secundária à esclerose múltipla e alguns casos de dores neuropáticas. A médica e membro da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), Dra. Sonia Brucki, comenta: “Acho que a resolução é bem-vinda e possibilitará o uso para pacientes que necessitam um tratamento adicional ao preconizado atualmente”. A especialista acredita que a aprovação facilitará o acesso à medição. Antes, com a necessidade de importação e altos preços, o uso desses medicamentos era limitado. A partir de agora, a análise da resposta a tais produtos poderá ser feita de maneira mais abrangente. Medicamentos à base de Cannabis A busca pelos fármacos a base da Cannabis cresceu nos últimos anos e a discussão estava em pauta na Câmara dos Deputados. A Dra. Sonia afirma que a resistência para a aprovação de decisão se deu, possivelmente, por “preconceito e desconhecimento”. “O uso terapêutico é diferente do uso recreativo do THC e o que se pedia era apenas a liberação para fins medicinais”, pontua. Contudo, a neurologista também traz à luz que não há estudos para o uso dessas medicações para todas as doenças neurológicas ou em diferentes doses ou em associação a outros fármacos utilizados habitualmente. “No caso da Doença de Alzheimer, por exemplo, não há evidências suficientes que permitam receitar esses medicamentos”, explica. Por isso, a prescrição para produtos com concentração de THC superior a 0,2% só poderá ser feita a pacientes que tenham esgotado todas as demais alternativas de tratamento e com uso de recita amarela. De forma geral, a pesquisa acerca dos canabinoides ainda é incipiente ao redor do globo. Sendo assim, daqui a três anos, a resolução será reavaliada sob o prisma de novos avanços e descobertas. Até lá, a fiscalização sobre a homogeneidade das quantidades de medicação ativa nos produtos será realizada pela própria Anvisa. “Esperamos que a comunidade científica se beneficie e realize estudos bem desenhados aqui no Brasil, o que poderia ser facilitado se houvesse o cultivo, controlado e adequado, nacionalmente”. Fonte: https://guiadafarmacia.com.br/o-que-muda-com-aprovacao-de-medicamentos-a-base-de-cannabis/
Redução de medicamentos de alto custo será tema de audiência pública na CDH
A Comissão de Direitos Humanos (CDH) vai debater nesta terça-feira (22) a redução na disponibilidade de medicamentos de alto custo. A reunião, solicitada pelo presidente do colegiado, senador Paulo Paim (PT-RS), será às 9h, na sala 9 da Ala Alexandre Costa. Em maio, a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) discutiu o tema, um dia antes de o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir que o Estado não pode ser obrigado a fornecer medicamento experimental ou sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), salvo em casos excepcionais. A decisão foi tomada, por maioria de votos, no julgamento do Recurso Extraordinário (RE) 657718, com repercussão geral reconhecida, de relatoria do ministro Marco Aurélio. Na audiência pública, os debatedores criticaram os obstáculos legais e técnicos para a incorporação de novos medicamentos à lista dos que são fornecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com o ministro do STF Alexandre de Moraes, a excessiva judicialização da matéria não tem sido bem-sucedida, porque retira recursos do planejamento de políticas públicas destinadas a todos. Convidados: Devem participar da audiência a coordenadora-geral da Escola Nacional dos Farmacêuticos, Silvana Nair Leite; o pesquisador da Ensp/Fiocruz Jorge Bermudez, membro do um painel de alto nível da ONU sobre tecnologia de inovação e acesso a medicamentos; a pesquisadora do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) Ana Carolina Navarrete; e a representante do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Débora Raymundo Melecchi. Também foram convidados o presidente da Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), Ronald Ferreira dos Santos; o coordenador da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa do Ministério da Saúde, Jorge Alves de Almeida Venâncio; um representante do Comitê Nacional de Promoção do Uso Racional de Medicamentos do mesmo ministério; e o diretor de Mercado e Assuntos Jurídicos do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma), Bruno Abreu. Fonte: Agência Senado
Inscrição e agenda Close – up outlook 2019
O grande evento da Close-Up para a indústria farmacêutica. Sobre este evento Venha conhecer as tendências do mercado farma e uma visão integrada sobre o futuro…
Fórum de Cadeia Fria
Beneficiar pacientes do uso medicinal da Cannabis sativa
Cerca de 1,7 milhão de pacientes brasileiros poderiam se beneficiar do uso medicinal da Cannabis sativa. Entre eles, estão pessoas com esclerose múltipla, distúrbios do sono, quadros de dor crônica e alguns tipos de epilepsia. Desde 2015, o uso do canabidiol, substância derivada da cannabis, é permitido para uso em tratamentos e pesquisa científica. Em março de 2016, foi liberada a prescrição de remédios à base de canabidiol e THC no Brasil. Segundo o CEO da Spectrum Therapeutics, Jaime Ozi, os usos terapêuticos da cannabis vêm sendo estudados para uma série de condições. “Já existem resultados muito consistentes no tratamento de dor crônica, distúrbios de humor e distúrbios do sono, por exemplo. Além disso, a cannabis medicinal tem mostrado muitos benefícios para pacientes com epilepsia, fibromialgia, autismo, Alzheimer, entre outras”, afirma Ozi. Ele explica que esse grande espectro de atuação é possível, porque nosso próprio organismo, no amplo sistema endocanabinoide, conta com receptores que se conectam a substâncias presentes na cannabis, agindo no controle da dor e proporcionando sensação de bem-estar. Segundo o executivo, há indícios de que os medicamentos à base de cannabis apresentam menos efeitos colaterais do que as medicações utilizadas para tratamento desses problemas. “É muito importante reforçar que estamos falando de medicamentos, e que qualquer decisão relacionada ao uso desses produtos deve ser tomada pelo médico juntamente com cada paciente”, alerta. A espera da regulamentação A Spectrum Therapeutics/Canopy Growth pretende registrar, inicialmente, três produtos no Brasil: YELLOW/amarelo (maior concentração de CBD, menos de 1% de THC); BLUE/AZUL (concentração equilibrada entre CBD e THC); e RED/VERMELHO (maior concentração de THC e menor de CBD). Os três terão duas apresentações: óleo e cápsula gel. Enquanto aguarda o andamento da regulamentação, a empresa concentra-se em atividades educacionais, a fim de contribuir para o diálogo sobre a cannabis no país, com iniciativas voltadas à comunidade médica, em parceria com renomadas instituições de saúde e educação, parcerias com associações de pacientes e outras atividades com foco em ampliar o conhecimento sobre os usos terapêuticos da cannabis. Em junho, a Anvisa abriu duas consultas públicas com o objetivo de regulamentar o registro de medicamentos à base de cannabis e o cultivo da planta para fins medicinais no país. As mais de mil contribuições, agora, estão sendo avaliadas e poderão ser consideradas na futura regulamentação. Mais pesquisa clínica para doenças raras Presidente da Casa Hunter, instituição com 4.500 associados, fundada em 2013 para trabalhar em prol de pacientes com doenças raras, Antoine Daher, afirma que, além de regulamentação, é preciso haver mais pesquisa clínica para comprovar o uso adequado e seguro de medicamentos à base de cannabis para pacientes com doenças raras. Segundo ele, existe sim um grande potencial terapêutico para a cannabis nas doenças raras do grupo de doenças lisossomais, que acometem a área neurológica, mas é preciso aprofundar o conhecimento a respeito, e isso só se consegue com a realização de pesquisa clínica. Depois de muita polêmica, por causa da ideia de que cannabis pode ser uma panaceia, ele afirma que houve muito esforço para mostrar a necessidade de realizar pesquisa clínica com foco em doenças raras. “De repente, cannabis virou mágica, serve pra tudo, e não é assim. As empresas queriam trazer medicamentos sem pesquisa clínica”. De acordo com ele, agora, finalmente, o mercado encontra-se em fase de maturidade, com as indústrias entendendo que é preciso entrar pela porta correta, que há um grande mercado. “Mas só a pesquisa clínica pode nos ajudar a separar o joio do trigo. Eu entendo o desespero das famílias, mas os médicos precisam de bula para prescrever medicamentos com segurança”, afirma Daher, que também é presidente da Federação Brasileira de Associações de Doenças Raras, que representa 150 mil associados em todo o Brasil. Editora Conteúdo/Abgail Cardoso
Novo remédio para psoríase estará disponível para venda em setembro
A psoríase é uma doença complexa que pode acometer pele, couro cabeludo, unhas e articulações. Dados da Organização Mundial de Saúde estimam que mais de 125 milhões de pessoas sofrem com a enfermidade no mundo, sendo que 25 milhões têm a forma grave da doença, que causa. Recentemente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou novo medicamento para comercialização no Brasil. A droga é injetável e deve ser reaplicada a cada três meses. Um dos benefícios é que o paciente pode usá-la em casa. Após precificação, o medicamento deve chegar ao mercado em setembro deste ano. Os estudos clínicos que embasaram a decisão da Anvisa testaram o medicamento com mais de três mil voluntários e mais de 80% do total apresentaram melhorias nas lesões na pele. Desses 80%, 60% tiveram uma recuperação completa ao longo de 52 semanas. Segundo o o dermatologista Wesley Ferreira, da clínica Singular em Brasília, o remédio segue a mesma lógica dos medicamentos usados para conter tumores. “Ele cria cópias de anticorpos, que atacam em pontos específicos da cascata da inflamação”, explica. Os sintomas da psoríase variam de acordo com o tipo, mas, de forma geral, a doença pode ser caracterizada por placas vermelhas na pele que descamam e vão se aprofundando, deixando a pele mais grossa. Há, inclusive, coceira e ligeira sensação de queimação no local. No couro cabeludo, as manifestações lembram um pouco a seborreia, porém são mais intensas. A psoríase tem períodos de crise e costuma piorar no inverno, porque a pele fica naturalmente mais seca. Por fim, a enfermidade pode causar deformações nas unhas e, frequentemente, quem apresenta os sintomas nas extremidades tem também complicações nas articulações. O dermatologista pondera que a psoríase é multifatorial e muitas vezes é difícil tratar a raiz do problema, porque envolve geralmente fatores genéticos, imunológicos e inflamatórios. Além do tratamento com medicamentos, é possível amenizar os sintomas da doença com práticas no dia a dia, especialmente a exposição não prolongada ao sol e à radiação ultravioleta artificial. Fonte: https://www.metropoles.com/saude/novo-remedio-para-psoriase-estara-disponivel-para-venda-em-setembro
O PRECARGA 2019 – Fórum de Prevenção de Roubo de Cargas
APOIO OFICIAL ABRADIMEX O PRECARGA 2019 – Fórum de Prevenção de Roubo de Cargas, já tem data marcada! Será realizado no dia 26 de junho em São Paulo e você faz parte do seleto grupo de executivos convidados para o evento. Esteja entre os +1000 profissionais que geraram negócios e aprimoraram seus conhecimentos, participando da série PRECARGA, que se tornou o principal ponto de encontro do setor, avaliado entre 94% dos participantes como excelente. Os temas relacionados a Redução dos Preços do Seguro, Novas Tecnologias e Plano de Segurança Nacional, serão discutidos entre os executivos das principais empresas atuantes do setor de transporte e segurança do Brasil. Abaixo escrevo os principais temas. Principais temas da quinta edição: Plano do Governo para diminuir roubos de cargas em rodovias e nos centros urbanos A Influência da lei de Segurança dos dados no monitoramento e gerenciamento de cargas Redução de custos com a contratação de Seguros (cases) e o avanço do nosso modelo de GR O Fim do Auto Seguro Modelos de contratos enxutos – Quais melhores modelos de contratos para as Transportadoras Novas Tecnologias implantadas que estão realmente diminuindo os sinistros (cases) A utilização da Inteligência Artificial como metodologia de prevenção (Urbano e Rodovias) Plano do Governo para diminuir roubos de cargas em rodovias e nos centros urbanos A Influência da lei de Segurança dos dados no monitoramento e gerenciamento de cargas Redução de custos com a contratação de Seguros (cases) e o avanço do nosso modelo de GR Aproveite condições especiais para reservas realizadas até o dia 19 de ABRIL. Faça sua inscrição pelo site ou pelo e-mail. Confira condições especiais para Grupos Entre em contato para ser um dos patrocinadores do PRECARGA 2019 (11) 5096-1420 negocios@kbes.com.br www.kbes.com.br/ prevencao-de-roubo-de-cargas
South America Health Exhibition 2019















