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Panorama ABRADIMEX MAT 03/2025
Panorama ABRADIMEX MAT 04/25
Logística farmacêutica esbarra em roubo de cargas e altos custos
Estudo aponta que distribuição chega a todas as regiões do país, mas desafios com segurança e fretes impactam o setor14/03/2025 11h06 Um levantamento inédito analisou a logística de distribuição de medicamentos no Brasil e trouxe dados relevantes sobre o setor. Conduzido pela Deloitte a pedido da Associação Brasileira de Distribuidores de Medicamentos Especializados, Excepcionais e Hospitalares (Abradimex), o estudo apontou que a distribuição farmacêutica alcança todas as regiões do país, com maior concentração no Sudeste e Sul, e enfrenta desafios como o roubo de cargas e o aumento dos custos logísticos. Segundo o relatório, cerca de 80% dos deslocamentos de medicamentos no país são feitos por transporte terrestre, enquanto 20% ocorrem por via aérea. A distribuição abrange 100% dos municípios da região Sul, 99% no Sudeste, 93% no Centro-Oeste, 67% no Nordeste e 63% no Norte. Para garantir a eficiência das entregas, os centros de distribuição (CDs) estão estrategicamente localizados em 56 cidades, próximos a rodovias e aeroportos. “Cada CD atende, em média, 45 municípios, com variações em função de fatores como extensão territorial e infraestrutura de transporte”, disse o presidente-executivo da Abradimex, Paulo Maia. A necessidade de controle rigoroso da temperatura é um fator essencial no transporte de medicamentos, especialmente os termolábeis, como aqueles utilizados para tratamento oncológico, endócrino e reumatológico. As normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) exigem que esses produtos sejam transportados a temperaturas iguais ou inferiores a 8?°C. O estudo revelou que, no caso dos medicamentos de referência, similares e genéricos, 71% necessitam de refrigeração e 29% exigem cuidados especiais na armazenagem e transporte. “O custo do transporte no Brasil pode se elevar ainda mais devido à vasta extensão geográfica e à variação climática, agravada pelo aquecimento global. Mas esse panorama só reforça a função estratégica exercida pelas distribuidoras”, acentuou Maia. Roubo de cargas e aumento de custos logísticos Apesar da capilaridade e eficiência do setor, a segurança no transporte tem sido um desafio crescente. O estudo indicou que os produtos farmacêuticos representam apenas 2% das cargas roubadas no Brasil, mas são alvos frequentes devido ao seu alto valor agregado, facilidade de revenda e dificuldade de rastreamento. O relatório destacou que 85% dos roubos de carga ocorrem na região Sudeste, com maior incidência em vias urbanas e rodovias. Além disso, a invasão a depósitos e centros de distribuição tem aumentado desde 2022. De acordo com a pesquisa, os gastos com segurança cresceram até 20% para metade das empresas, enquanto 20% dos distribuidores elevaram esse custo em até 40% e 17% em até 60%. Na visão dos mais de metade de 40 especialistas em gerenciamento de risco no transporte de carga, haverá elevação nos furtos para remessas farmacêuticas em 2025. “Os empreendedores arcam com a elevação do frete de 5% a 10% em zonas de risco, encarecimento do seguro e alto investimento na adoção de carros blindados, escolta e tecnologia de segurança”, disse o presidente-executivo da Abradimex. Roubo de cargas de forma geral O roubo de cargas é um problema que extrapola os limites da logística farmacêutica. Porém, apesar da persistência dessa questão no transporte brasileiro, um novo levantamento mostra um cenário positivo para o mercado: a redução de 32% na sinistralidade em 2024, comparado ao ano anterior. O dado, que reflete a relação entre prejuízo final e valores gerenciados, faz parte do “Report Anual de Roubo de Cargas nstech 2024”. Segundo a companhia, investimentos em tecnologia e aprimoramento de processos foram os principais responsáveis pela redução. O relatório destacou a evolução das ferramentas de gestão de risco, monitoramento e rastreamento de veículos, além de um reforço na inteligência de dados aplicada à segurança logística. “Não é um único elemento que garante o sucesso, mas sim a aplicação coordenada de diferentes tecnologias e estratégias”, enfatizou Mauricio Ferreira, vice-presidente de Inteligência de Mercado da nstech.
Roubo de carga e pagamento estendido desafiam distribuidores de medicamentos especializados
Fonte: Redação Roubo de cargas, prazos estendidos para pagamentos e alta complexidade logística frente às dimensões continentais do Brasil são alguns dos muitos desafios listados em estudo encomendado pela Abradimex (Associação Brasileira de Distribuidores de Medicamentos Especializados, Excepcionais e Hospitalares) à consultoria Deloitte, divulgado na semana passada. A pesquisa também aponta dificuldades regulatórias e sanitárias, além de elevada capacidade técnica e de gestão no setor. Segundo o levantamento, o mercado farmacêutico nacional alcançou R$ 229 bilhões e as vendas para o canal institucional ganharam ainda mais relevância, com avanço de 17,9% nos últimos 12 meses até agosto de 2024. Esse segmento é composto por medicamentos de especialidades, excepcionais e hospitalares, entre os quais biológicos, biossimilares, imunoterápicos, de referência, similares e também genéricos, com operadoras de planos de saúde e governos como principais fontes pagadoras. O volume de negócios nesse segmento já movimenta R$ 44 bilhões, tendo as distribuidoras especializadas como elos estratégicos da cadeia de medicamentos de alta complexidade. Em contrapartida, a crescente necessidade de aprimorar a capacidade logística e tecnológica para atender à demanda, atrelada a fatores macroeconômicos e à pressão de custos sobre o sistema de saúde, impõem desafios crescentes para essa atividade. Atualmente, a Abradimex reúne 15 distribuidoras, com capilaridade logística para atender 15 mil instituições de saúde. São 243 SKUs (Unidades de Manutenção de Estoque) que equivalem a aproximadamente 10 milhões de entregas mensais. Essas empresas abastecem 80% dos hospitais privados e 61% das clínicas no Brasil, com market share de 75%. “Esses números ratificam o papel fundamental desses agentes para viabilizar o acesso da população a tratamentos de doenças raras e de alta complexidade”, enfatiza Paulo Maia, presidente-executivo da entidade. A venda via distribuidor é predominante ou ganha participação de mercado nas principais classes terapêuticas do mercado institucional. “A oncologia lidera o faturamento do mercado (35,67%) e as distribuidoras são fornecedoras da maior parte dos medicamentos (82%)”, destaca Maia. O mesmo acontece com anti-infecciosos/fúngicos e hormônios (74%). As distribuidoras também tiveram ganho de market share de 4,2 pontos percentuais nas vendas de produtos para terapias de imunologia. O estudo também avaliou os desafios crescentes de um setor que utiliza tecnologia intensiva e, ao mesmo tempo, é sensível e altamente regulamentado. Além do arcabouço técnico exigido pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e pelas vigilâncias sanitárias locais, a constante evolução da indústria farmacêutica exige das distribuidoras mais ostensividade no aprimoramento técnico. O setor atua em um país tropical, diverso, de dimensões continentais e com gargalos de infraestrutura. Essa realidade traz desafios extras como a garantia de integridade das cargas, que dependem de um rígido controle de temperatura. “A não observância a esse detalhe pode inutilizar o medicamento e gerar custos milionários às fontes pagadoras”, alerta Maia. Segurança é outro ponto sensível. “Desde o momento em que o medicamento é recebido na sede ou nos centros de distribuição, são necessárias medidas rigorosas para mitigação de roubo dessa carga. No momento em que a mesma se desloca ao destino final, seja um hospital ou clínica especializada, o cuidado segue junto, com adoção de medidas como contratação de unidades de transporte blindadas e/ou contratação de escolta armada”, observa Maia. Outro ponto sensível diz respeito à gestão de acordos comerciais, cada vez mais lastreados por pressões de margens, pelos elevados riscos decorrentes das taxas de inadimplência e pelo aumento de 20%, nos últimos dois anos, na diferença entre os prazos de recebimento e pagamento. Por fim, Maia destaca a capacidade de gestão, que corresponde não apenas a recursos administrativos, mas também aos colaboradores das distribuidoras associadas, garantindo que há know-how adequado para suportar todas as necessidades de cada etapa do processo logístico. “Mesmo diante desses desafios, o setor procura reforçar investimentos para aprimorar e acelerar a execução de suas atividades, ratificando seu claro compromisso com a cadeia da saúde e com o acesso a medicamentos no país”, finaliza Maia.
Roubo de carga de medicamentos continua sendo um problema crônico para distribuidores
As estatísticas de roubo de carga vêm ampliando o nível de apreensão no mercado farmacêutico, principalmente entre as distribuidoras especializadas no transporte de medicamentos de alta complexidade. Os produtos farmacêuticos representam apenas 2% das cargas roubadas no Brasil, mas têm alto valor agregado, facilidade para revenda e dificuldade de rastreamento. Os dados constam do Relatório do Setor de Distribuição de Medicamentos no Mercado Institucional Brasileiro, encomendado à Deloitte pela ABRADIMEX – Associação Brasileira dos Distribuidores de Medicamentos Especializados, Excepcionais e Hospitalares. Na maior parte dos casos, o roubo é feito por encomenda e mira produtos específicos de alto custo. No Brasil, 85% dos roubos totais de carga ocorrem na Região Sudeste. Os assaltos majoritariamente acontecem durante o transporte em vias urbanas e rodovias. No entanto, as invasões a depósitos e Centros de Distribuição vêm apresentando tendência de alta desde 2022. Para mais da metade de 40 especialistas em gerenciamento de risco no transporte de carga haverá elevação nos furtos para remessas farmacêuticas em 2025. Para mitigar perdas e danos decorrentes dessas ações criminosas, todas as distribuidoras estão investindo em segurança do transporte, um dos maiores custos operacionais. Os recursos para essa finalidade aumentaram em até 20% para metade dos distribuidores do setor, até 40% para 20% deles e até 60% para 17% de empresas que atuam no mercado de distribuição de medicamentos. “Os empreendedores arcam com a elevação do frete de 5% a 10% em zonas de risco, encarecimento do seguro e alto investimento na adoção de carros blindados, escolta e tecnologia de segurança”, contextualiza Paulo Maia, presidente executivo da ABRADIMEX. https://caminhoneirosdotrecho.com.br/roubo-de-carga-de-medicamentos-continua-sendo-um-problema-cronico-para-distribuidores/
Estudo valoriza distribuidoras no mercado de especialidades
Por Ana Claudia Nagao 17 de março de 2025. O mercado de especialidades movimentou R$ 44 bilhões nos últimos 12 meses até agosto de 2024, tendo as distribuidoras como elos estratégicos da cadeia de medicamentos de alta complexidade. A análise integra um estudo inédito encomendado à Deloitte pela ABRADIMEX e que foi apresentado durante o Specialty Day 2025. O evento reuniu cerca de 70 players do setor e foi realizado na semana passada na Amcham, em São Paulo (SP), com a cobertura do Panorama Farmacêutico. O chamado canal institucional vem conquistando relevância na cadeia farmacêutica, com avanço de 17,9% no volume de negócios em 2024 na comparação com o ano anterior. O segmento, que engloba desde biológicos, biossimilares, imunoterápicos, de referência, similares e também genéricos, tem as operadoras de planos de saúde e governos como principais fontes pagadoras. Fonte: IQVIA – Avaliação do Mercado Institucional & Oportunidades para a ABRADIMEX – 2024 Mercado de especialidades ganha relevância nas principais classes terapêuticas Atualmente, a ABRADIMEX reúne 15 distribuidoras, focadas no mercado de especialidades e com capilaridade logística para atender 15 mil instituições de saúde. São 243 SKUs que equivalem a aproximadamente 10 milhões de entregas mensais. Essas empresas abastecem 80% dos hospitais privados e 61% das clínicas no Brasil, com market share de 75%. “Esses números ratificam o papel fundamental desses agentes para viabilizar o acesso da população a tratamentos de doenças raras e de alta complexidade”, enfatiza Paulo Maia, presidente executivo da entidade. A venda via distribuidor é predominante ou ganha participação de mercado nas principais classes terapêuticas do mercado institucional. “A oncologia lidera o faturamento do mercado (35,67%) e as distribuidoras são fornecedoras da maior parte dos medicamentos (82%)”, destaca Maia. O mesmo acontece com anti-infecciosos/fúngicos e hormônios (74%). As distribuidoras também tiveram ganho de 4,2 pontos percentuais na participação sobre a venda de produtos para terapias de imunologia. Desafios logísticos O estudo também avaliou os desafios crescentes de um setor que utiliza tecnologia intensiva e, ao mesmo tempo, é sensível e altamente regulamentado. O setor atua em um país tropical, diverso, de dimensões continentais e com gargalos de infraestrutura. Essa realidade traz desafios extras como a garantia de integridade das cargas que dependem de um rígido controle de temperatura. “A não observância a esse detalhe pode inutilizar o medicamento e gerar custos milionários às fontes pagadoras”, alerta Maia. Transporte de carga e segurança Os produtos farmacêuticos, apesar de representarem apenas 2% dos itens roubados no Brasil, apresentam um alto valor agregado, dificuldade de rastreamento e facilidade para revenda. “Desde o momento em que o medicamento é recebido na sede ou nos centros de distribuição, são necessárias medidas rigorosas para mitigação de roubo dessa carga. E no momento em que a mesma se desloca ao destino final, seja um hospital ou clínica especializada, o cuidado segue junto, com adoção de medidas como contratação de unidades de transporte blindadas e/ou contratação de escolta armada”, observa Maia. A segurança no transporte vem se tornando um dos maiores custos operacionais para as distribuidoras. Como resultado ocorre: Aumento nos custos operacionais Um dos pontos mais sensíveis diz respeito à gestão de acordos comerciais, cada vez mais lastreados por pressões de margens, pelos elevados riscos decorrentes das taxas de inadimplência e pelo aumento de 20%, nos últimos dois anos, na diferença entre os prazos de recebimento e pagamento. Outro impacto para a atividade está relacionado à ampla e necessária reforma fiscal no país, que interfere diretamente no ecossistema de saúde e na cadeia de distribuição. “O segmento de especialidades é um mercado complexo à medida em que os produtos ficam mais especializados. É fundamental que se assegure a sustentabilidade do setor para que as distribuidoras consigam melhorar suas margens, a fim de evitar a adoção de planos de contingência por falta de oxigenação de caixa”, ressalta Fatima Pinho, sócia de Life Science & Health Care da Deloitte. Evento contou com a participação de 70 executivos do mercado farmacêutico. Fernando Torelly, Sergio Leite, Vilson Schvartzman, Sergio Chibante e Marcos Marques. Marco Oliveira (Merco), Cesar Bentim (ABRADIMEX) e Alexandre Maeoka (Nissei) Verejo e distribuição presentes no evento. Oscar Yazbek Filho (Abafarma) e Armando Ahmed Venancio) prestigiam o evento. Paulo Maia recepciona os palestrantes do ABRADIMEX Specialty Day.
Estudo inédito da Deloitte, para a ABRADIMEX, avalia logística de distribuição de medicamentos no país
O setor de distribuição de medicamentos tem capilaridade para atender todas as regiões e estados do Brasil, com maior concentração do número de entregas no Sudeste e no Sul. A maior parte dos deslocamentos (80%) é feita por transporte terrestre e 20%, por via aérea. Os números constam do Relatório do Setor de Distribuição de Medicamentos no Mercado Institucional Brasileiro, encomendado à Deloitte pela Associação Brasileira de Distribuidores de Medicamentos Especializados Excepcionais e Hospitalares (ABRADIMEX), entidade que integra as 15 maiores empresas do setor no país. De acordo com o levantamento, cerca de 60% dos clientes são hospitais e clinicas privadas. A eficiência operacional dá a tônica da atividade. No ano passado, a cobertura chegou a 100% dos municípios da Região Sul, 99% no Sudeste, 93% no Centro-Oeste, 67% no Nordeste e 63% no Norte. Os Centros de Distribuição estão estrategicamente posicionados em 56 cidades distintas, em pontos-chaves, próximos a rodovias e aeroportos de todo o país, de modo a assegurar atendimento eficiente nas áreas de cobertura geográfica. “Cada CD atende, em média, 45 municípios com variações em função de fatores como extensão territorial e infraestrutura de transporte”, acrescenta Paulo Maia, presidente executivo da ABRADIMEX. Os medicamentos termolábeis, especialmente os destinados a tratamento oncológico, endócrino e reumatológico, exigem transporte qualificado. De acordo com norma da Anvisa, devem ser transportados com métodos que garantam o controle rigoroso da temperatura igual ou inferior a 8 graus centígrados. Para os medicamentos de referência, similares e genéricos, em média, 71% precisam de refrigeração e 29% de precaução. Além das cláusulas legais, os distribuidores adotam práticas adicionais para garantir a qualidade do material de embalagem e do transporte, em cumprimento às exigências do mercado. “O custo do transporte no Brasil pode se elevar ainda mais devido à vasta extensão geográfica e à variação climática, agravada pelo aquecimento global. Mas esse panorama só reforça a função estratégica exercida pelas distribuidoras”, complementa Maia. Sobre a ABRADIMEX Fundada em 2007, a ABRADIMEX – Associação Brasileira dos Distribuidores de Medicamentos Especializados, Excepcionais e Hospitalares reúne as 15 maiores empresas do setor no país. Juntas, elas respondem por quase 75% do volume de vendas dessa categoria para o chamado mercado institucional – que agrega hospitais, clínicas, operadoras de planos de saúde e instituições ambulatoriais das redes pública e privada. Seu objetivo principal é defesa dos interesses do comércio atacadista de medicamentos de especialidades, promovendo trocas de informações sobre o aprimoramento da distribuição e o aperfeiçoamento do sistema nacional de abastecimento desses produtos.
Relatório da Deloitte analisa setor de Medicamentos no Mercado Institucional
O mercado farmacêutico nacional alcançou o valor de R$ 229 bilhões e as vendas para o chamado canal institucional ganham relevância, com avanço de 17,9% nos últimos 12 meses até agosto. Esse segmento é composto por medicamentos de especialidades, excepcionais e hospitalares, entre os quais biológicos, biosimilares, imunoterápicos, de referência, similares e também genéricos, com operadoras de planos de saúde e governos como principais fontes pagadoras. O volume de negócios nesse segmento já movimenta R$ 44 bilhões, tendo as distribuidoras especializadas como elos estratégicos da cadeia de medicamentos de alta complexidade. Em contrapartida, a crescente necessidade de aprimorar a capacidade logística e tecnológica para atender à demanda, atrelada a fatores macroeconômicos e à pressão de custos sobre o sistema de saúde, impõem desafios crescentes para essa atividade. A análise integra um estudo inédito Encomendado à Deloitte pela Associação Brasileira de Distribuidores de Medicamentos Especializados, Excepcionais e Hospitalares (ABRADIMEX). Atualmente, a ABRADIMEX reúne 15 distribuidoras, com capilaridade logística para atender 15 mil instituições de saúde. São 243 SKUs que equivalem a aproximadamente, 10 milhões de entregas mensais. Essas empresas abastecem 80% dos hospitais privados e 61% das clínicas no Brasil, com market share de 75%. “Esses números ratificam o papel fundamental desses agentes para viabilizar o acesso da população a tratamentos de doenças raras e de alta complexidade”, enfatiza Paulo Maia, presidente executivo da entidade. Principais classes terapêuticas A venda via distribuidor é predominante ou ganha participação de mercado nas principais classes terapêuticas do mercado institucional. “A oncologia lidera o faturamento do mercado (35,67%) e as distribuidoras são fornecedoras da maior parte dos medicamentos (82%)”, destaca Maia. O mesmo acontece com anti-infecciosos/fúngicos e hormônios (74%). As distribuidoras também tiveram ganho de market share de 4,2 pontos percentuais nas vendas de produtos para terapias de imunologia. Setor ganha corpo e relevância, mas convive com crescentes desafios O estudo também avaliou os desafios crescentes de um setor que utiliza tecnologia intensiva e, ao mesmo tempo, é sensível e altamente regulamentado. A operação das distribuidoras de especialidades impõe um conjunto de capacidades singulares. Capacidade regulatória e sanitária Além do arcabouço técnico exigido pela Anvisa e pelas vigilâncias sanitárias locais, a constante evolução da indústria farmacêutica exige das distribuidoras mais ostensividade no aprimoramento técnico. Capacidade logística O setor atua em um país tropical, diverso, de dimensões continentais e com gargalos de infraestrutura. Essa realidade traz desafios extras como a garantia de integridade das cargas que dependem de um rígido controle de temperatura. “A não observância a esse detalhe pode inutilizar o medicamento e gerar custos milionários às fontes pagadoras”, alerta Maia. Capacidade de segurança Esse quesito envolve três grandes dimensões. Uma delas é a segurança de carga, considerando padrões estabelecidos no registro do produto, como o controle de temperatura para que que o medicamento em questão se mantenha íntegro em seu potencial terapêutico. Também deve ser avaliada a segurança patrimonial. “Desde o momento em que o medicamento é recebido na sede ou nos centros de distribuição, são necessárias medidas rigorosas para mitigação de roubo dessa carga. E no momento em que a mesma se desloca ao destino final, seja um hospital ou clínica especializada, o cuidado segue junto, com adoção de medidas como contratação de unidades de transporte blindadas e/ou contratação de escolta armada”, observa Maia. A operação ponta a ponta é outro fator preponderante, com indicadores fracionados por carga para assegurar a integridade técnica e patrimonial. Capacidade financeira Esse quesito é o que sustenta as demais capacidades. Um dos pontos mais sensíveis diz respeito à gestão de acordos comerciais, cada vez mais lastreados por pressões de margens, pelos elevados riscos decorrentes das taxas de inadimplência e pelo aumento de 20%, nos últimos dois anos, na diferença entre os prazos de recebimento e pagamento. Outro impacto para a atividade está relacionado à ampla e necessária reforma fiscal no país, que interfere diretamente no ecossistema de saúde e na cadeia de distribuição. Capacidade de gestão Essa capacidade corresponde não apenas a recursos administrativos, mas também aos colaboradores das distribuidoras associadas, garantindo que há know-how adequado para suportar todas as necessidades de cada etapa do processo logístico. “Mesmo diante desses desafios, o setor procura reforçar investimentos para aprimorar e acelerar a execução de suas atividades, ratificando seu claro compromisso com a cadeia da saúde e com o acesso a medicamentos no país”, finaliza Maia. Relatório da Deloitte analisa setor de Medicamentos no Mercado Institucional – Medicina S/A
Apesar de avanços, logística farmacêutica esbarra em roubo de cargas e custos elevados
Um levantamento inédito analisou a logística de distribuição de medicamentos no Brasil e trouxe dados relevantes sobre o setor. Conduzido pela Deloitte a pedido da Associação Brasileira de Distribuidores de Medicamentos Especializados, Excepcionais e Hospitalares (ABRADIMEX), o estudo apontou que a distribuição farmacêutica alcança todas as regiões do país, com maior concentração no Sudeste e Sul, e enfrenta desafios como o roubo de cargas e o aumento dos custos logísticos. Segundo o relatório, cerca de 80% dos deslocamentos de medicamentos no país são feitos por transporte terrestre, enquanto 20% ocorrem por via aérea. A distribuição abrange 100% dos municípios da região Sul, 99% no Sudeste, 93% no Centro-Oeste, 67% no Nordeste e 63% no Norte. Para garantir a eficiência das entregas, os centros de distribuição (CDs) estão estrategicamente localizados em 56 cidades, próximos a rodovias e aeroportos. “Cada CD atende, em média, 45 municípios, com variações em função de fatores como extensão territorial e infraestrutura de transporte”, disse o presidente-executivo da ABRADIMEX, Paulo Maia. A necessidade de controle rigoroso da temperatura é um fator essencial no transporte de medicamentos, especialmente os termolábeis, como aqueles utilizados para tratamento oncológico, endócrino e reumatológico. As normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) exigem que esses produtos sejam transportados a temperaturas iguais ou inferiores a 8?°C. O estudo revelou que, no caso dos medicamentos de referência, similares e genéricos, 71% necessitam de refrigeração e 29% exigem cuidados especiais na armazenagem e transporte. “O custo do transporte no Brasil pode se elevar ainda mais devido à vasta extensão geográfica e à variação climática, agravada pelo aquecimento global. Mas esse panorama só reforça a função estratégica exercida pelas distribuidoras”, acentuou Maia. ROUBO DE CARGAS E AUMENTO DE CUSTOS LOGÍSTICOS Apesar da capilaridade e eficiência do setor, a segurança no transporte tem sido um desafio crescente. O estudo indicou que os produtos farmacêuticos representam apenas 2% das cargas roubadas no Brasil, mas são alvos frequentes devido ao seu alto valor agregado, facilidade de revenda e dificuldade de rastreamento. O relatório destacou que 85% dos roubos de carga ocorrem na região Sudeste, com maior incidência em vias urbanas e rodovias. Além disso, a invasão a depósitos e centros de distribuição tem aumentado desde 2022. De acordo com a pesquisa, os gastos com segurança cresceram até 20% para metade das empresas, enquanto 20% dos distribuidores elevaram esse custo em até 40% e 17% em até 60%. Na visão dos mais de metade de 40 especialistas em gerenciamento de risco no transporte de carga, haverá elevação nos furtos para remessas farmacêuticas em 2025. “Os empreendedores arcam com a elevação do frete de 5% a 10% em zonas de risco, encarecimento do seguro e alto investimento na adoção de carros blindados, escolta e tecnologia de segurança”, disse o presidente-executivo da ABRADIMEX. ROUBO DE CARGAS DE FORMA GERAL O roubo de cargas é um problema que extrapola os limites da logística farmacêutica. Porém, apesar da persistência dessa questão no transporte brasileiro, um novo levantamento mostra um cenário positivo para o mercado: a redução de 32% na sinistralidade em 2024, comparado ao ano anterior. O dado, que reflete a relação entre prejuízo final e valores gerenciados, faz parte do “Report Anual de Roubo de Cargas nstech 2024”. Segundo a companhia, investimentos em tecnologia e aprimoramento de processos foram os principais responsáveis pela redução. O relatório destacou a evolução das ferramentas de gestão de risco, monitoramento e rastreamento de veículos, além de um reforço na inteligência de dados aplicada à segurança logística. “Não é um único elemento que garante o sucesso, mas sim a aplicação coordenada de diferentes tecnologias e estratégias”, enfatizou Mauricio Ferreira, vice-presidente de Inteligência de Mercado da nstech. 2025 Portal Mundo Logística













