Uma investigação identificou dezenas de grupos ativos em redes sociais e aplicativos de mensagens voltados à comercialização irregular de medicamentos no Brasil. Somados, esses canais reúnem mais de 82 mil usuários e operam em plataformas como Telegram, WhatsApp, Facebook e X. Os grupos oferecem desde medicamentos de alta demanda até documentos médicos falsificados, como receitas, atestados e laudos. Entre os produtos anunciados estão medicamentos utilizados no tratamento da obesidade e transtornos de atenção, frequentemente comercializados sem controle sanitário ou garantia de procedência. As negociações costumam ocorrer de forma privada, com vendedores utilizando perfis falsos e divulgando listas de produtos diretamente aos interessados. Em alguns casos, também foram identificadas fraudes envolvendo dados reais de profissionais da saúde. Embora as plataformas afirmem possuir políticas contra esse tipo de conteúdo, muitos grupos continuam acessíveis e podem ser encontrados facilmente por meio das ferramentas de busca dos próprios aplicativos. O avanço desse comércio ilegal reforça os riscos relacionados à aquisição de medicamentos fora dos canais autorizados, especialmente em relação à segurança do paciente, à falsificação de produtos e à ausência de controle sanitário adequado. A fiscalização conta com atuação de órgãos públicos e sistemas de controle de receituários, mas o cenário evidencia os desafios no combate à comercialização clandestina de medicamentos em ambientes digitais.
Brasil e Equador ampliam parceria para fortalecer regulação e acesso a medicamentos
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Agência Nacional de Regulação, Controle e Vigilância Sanitária do Equador (ARCSA) avançaram nas tratativas para intensificar a cooperação técnica entre os dois países. Em reunião realizada na sede da Anvisa, representantes das instituições discutiram ações voltadas ao aprimoramento regulatório, troca de informações e ampliação do acesso a medicamentos seguros e eficazes. Durante o encontro, foi destacada a importância da colaboração institucional para fortalecer os sistemas de saúde e ampliar a capacidade de resposta diante de desafios comuns. A parceria também prevê iniciativas como capacitação técnica, visitas institucionais e o desenvolvimento de um plano de trabalho conjunto após a formalização de um memorando de entendimento. O Equador demonstrou interesse em evoluir em seu reconhecimento regulatório internacional, buscando apoio em experiências consolidadas, como a da Anvisa, considerada referência na região. Um dos pontos centrais discutidos foi o modelo adotado pelo Equador para reconhecimento de registros sanitários emitidos por autoridades regulatórias de referência. Essa estratégia permite acelerar a aprovação de medicamentos, podendo reduzir prazos e facilitar o acesso da população a tratamentos de qualidade. A iniciativa também abre caminho para maior inserção de produtos brasileiros no mercado equatoriano, ao mesmo tempo em que reforça o papel do Brasil como referência regulatória na América Latina.
Anvisa determina recolhimento de lotes falsificados de medicamentos
A Anvisa determinou o recolhimento e a apreensão de lotes suspeitos dos medicamentos Keytruda e Saizen
Encontro ABRADIMEX com Secretaria de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda discutem custos e desafios enfrentados pelos distribuidores
A ABRADIMEX reuniu-se com a Secretaria de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda para apresentar os desafios enfrentados pelos distribuidores institucionais de medicamentos de alto valor. Foram discutidos os impactos regulatórios no setor, a diferença entre distribuição varejista e institucional e a crescente pressão sobre as margens, hoje abaixo de 2%. O encontro destacou ainda o aumento dos prazos de recebimento, custos logísticos elevados, riscos operacionais e a necessidade de financiamento do setor. Também foram abordados estudos técnicos que analisam a viabilidade do segmento e referências utilizadas na formação de preços. A Secretaria solicitou dados adicionais e demonstrou interesse em aprofundar o tema em novos encontros.
Negócios, inovação e conteúdo estratégico esperam por você na Hospitalar 2026
A Hospitalar 2026 está chegando, e a ABRADIMEX apoia mais uma edição desse que é um dos principais encontros do setor da saúde na América Latina. De 19 a 22 de maio, em São Paulo, o evento reúne inovação, conteúdo estratégico e grandes conexões que impulsionam toda a cadeia. Associados ABRADIMEX contam com condições especiais para participação, reforçando o compromisso da entidade em fomentar conhecimento, relacionamento e desenvolvimento do setor. Nos vemos na Hospitalar 2026.
Operação nacional intensifica combate a medicamentos irregulares para emagrecimento
Uma ação coordenada entre a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Polícia Federal foi iniciada nesta terça-feira (7/4) com o objetivo de desarticular esquemas ligados à circulação irregular de medicamentos voltados ao emagrecimento no Brasil. A operação atua em diferentes estados e mira todas as etapas da cadeia ilegal, desde a entrada de insumos no país até a produção, distribuição e comercialização de substâncias sem controle sanitário. Entre os principais alvos estão produtos injetáveis que utilizam ativos amplamente conhecidos no tratamento da obesidade, além de substâncias ainda não autorizadas para uso no país. A investigação também inclui estabelecimentos como farmácias de manipulação, clínicas e empresas que operam fora das normas regulatórias. Além de apreensões e fiscalizações, a ação busca reunir informações que fortaleçam investigações em andamento. As práticas identificadas podem configurar crimes como falsificação de medicamentos, comércio irregular e contrabando. A iniciativa reforça a importância da rastreabilidade, da regulamentação e do controle de qualidade em toda a cadeia farmacêutica, especialmente quando se trata de medicamentos injetáveis que impactam diretamente a saúde dos pacientes.
ABRADIMEX e Ministério da Justiça avançam em diálogo para reforçar segurança no transporte de medicamentos
No último dia 9 de abril, a ABRADIMEX participou de uma agenda institucional com representantes da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), ligada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, com foco na construção de estratégias para conter o roubo de cargas de medicamentos no Brasil. O encontro reuniu o presidente executivo da entidade, Paulo Maia, e integrantes da Senasp, entre eles o delegado Getúlio Monteiro, responsável pela área de combate ao crime organizado, além de outros representantes da segurança pública. Durante a reunião, a ABRADIMEX apresentou dados e informações sobre o setor de distribuição de medicamentos, evidenciando como o aumento desse tipo de crime tem impactado diretamente o abastecimento e a regularidade do sistema de saúde. Também foi compartilhado um estudo atualizado sobre o mercado institucional, desenvolvido pelas consultorias Deloitte e Overhaul, com o objetivo de contribuir para a análise e formulação de ações conjuntas. As discussões envolveram possíveis caminhos para reduzir os prejuízos causados por essas ocorrências, incluindo iniciativas voltadas à desarticulação de redes de receptação e ao enfraquecimento econômico de grupos criminosos. Além disso, foi considerada a criação de mecanismos de cooperação entre as instituições, com a perspectiva de formalizar uma parceria futura. Como desdobramento, foi sugerida a realização de uma visita à Confederação Nacional do Transporte, com o intuito de promover a troca de experiências e aprimorar práticas voltadas à segurança logística. A ABRADIMEX destaca a importância da atuação conjunta com órgãos públicos e reafirma seu compromisso em contribuir para soluções que garantam mais segurança na distribuição de medicamentos e continuidade no atendimento à população.
Operação conjunta combate esquema ilegal de medicamentos oncológicos no Brasil
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) participou, nesta quinta-feira (2/4), de uma ação integrada com a Polícia Federal (PF), o Ministério Público Federal (MPF) e a Receita Federal do Brasil (RFB) para combater a atuação de uma organização criminosa envolvida na comercialização irregular de medicamentos oncológicos de alto custo no país. A operação, denominada “Bula Fria”, tem como objetivo desarticular um esquema que representa sérios riscos à saúde pública, especialmente pela circulação de produtos sem controle sanitário adequado. De acordo com as investigações, o grupo atuava de forma estruturada na entrada clandestina de medicamentos no Brasil, incluindo tratamentos utilizados no combate ao câncer, sem o devido registro junto aos órgãos reguladores. Entre os crimes apurados estão contrabando, falsificação de medicamentos, adulteração de produtos terapêuticos, além de práticas relacionadas à corrupção, crimes tributários e lavagem de dinheiro. A ação reforça a importância da fiscalização e da atuação coordenada entre órgãos públicos para garantir a segurança sanitária e proteger a população contra riscos associados ao uso de medicamentos irregulares.
Nova resolução da CMED regulamenta ajuste anual de medicamentos
A ABRADIMEX – Associação Brasileira dos Distribuidores de Medicamentos Especializados, Excepcionais e Hospitalares – apresenta sua análise sobre a Resolução CM-CMED nº 4/2026, publicada no Diário Oficial da União em 31 de março, que estabelece os critérios para o ajuste anual de preços de medicamentos no país. A norma define os limites máximos de reajuste a partir de 31 de março de 2026, fixados em 3,81% (Nível 1), 2,47% (Nível 2) e 1,13% (Nível 3). Também reforça a obrigatoriedade do envio do Relatório de Comercialização à Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) como condição para aplicação do reajuste, além de manter diretrizes para a transparência na divulgação de preços ao longo da cadeia. A ABRADIMEX reconhece a relevância da política de reajustes anuais como instrumento de previsibilidade regulatória e equilíbrio do mercado farmacêutico. No entanto, destaca que os índices definidos para 2026 se mostram pressionados frente à realidade operacional da cadeia de distribuição. O setor enfrenta um cenário marcado pelo aumento contínuo dos custos logísticos, pela pressão inflacionária sobre insumos, pela ampliação das exigências regulatórias e sanitárias, além dos impactos tributários decorrentes das variações de ICMS entre estados. Esses fatores impactam diretamente a sustentabilidade das operações. Nesse contexto, a distribuição farmacêutica reafirma seu papel essencial no abastecimento nacional, garantindo capilaridade e acesso a medicamentos em todas as regiões do país. A exigência do Relatório de Comercialização reforça o compromisso com a transparência, mas também evidencia a necessidade de avanços nos processos regulatórios, incluindo maior eficiência no envio e validação das informações, segurança jurídica quanto à confidencialidade dos dados e racionalização de obrigações acessórias, evitando sobrecarga operacional. A resolução também mantém a obrigatoriedade de divulgação de preços pela indústria e a atualização das listas no varejo. Para a ABRADIMEX, é fundamental avançar na harmonização dessas informações ao longo da cadeia, assegurar clareza na aplicação do Preço Máximo ao Consumidor (PMC) – especialmente diante das variações tributárias -, e evitar distorções que possam comprometer a previsibilidade das operações. Diante desse cenário, a ABRADIMEX reforça que os índices de reajuste exigem atenção quanto à sustentabilidade econômica da distribuição e destaca a importância do fortalecimento do diálogo entre indústria, distribuidores e poder público. A entidade reitera que a distribuição farmacêutica é um elo estratégico para o acesso a medicamentos no Brasil e se coloca à disposição para contribuir tecnicamente com a evolução do ambiente regulatório, buscando soluções que garantam equilíbrio econômico, segurança no abastecimento e ampliação do acesso da população aos tratamentos.
Supermercados passam a poder ter farmácias após nova lei federal
Foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (23/3) a Lei nº 15.357, que autoriza a instalação de farmácias e drogarias em supermercados. A norma, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, altera a Lei nº 5.991/1973, responsável por regulamentar o controle sanitário do comércio de medicamentos no país. Originada a partir do Projeto de Lei nº 2.158/2023, a medida tem como objetivo ampliar o acesso da população a medicamentos, sem comprometer os critérios de segurança sanitária e a qualidade na dispensação. A legislação permite que farmácias e drogarias funcionem dentro de supermercados, desde que instaladas em espaços físicos exclusivos, delimitados e totalmente segregados das demais áreas de venda. Esses estabelecimentos devem operar de forma independente, seja sob a mesma titularidade do supermercado ou por meio de parceria com empresas devidamente licenciadas, sempre respeitando todas as exigências legais, técnicas e sanitárias, incluindo estrutura adequada, controle de temperatura, rastreabilidade e condições apropriadas de armazenamento. A presença de um farmacêutico habilitado durante todo o horário de funcionamento passa a ser obrigatória. Além disso, a dispensação de medicamentos controlados deverá seguir protocolos específicos, garantindo segurança ao consumidor, seja por meio da entrega após o pagamento ou com transporte em embalagem lacrada e identificada até o caixa. A norma também proíbe a comercialização de medicamentos fora do ambiente da farmácia dentro do supermercado, impedindo a exposição em gôndolas, bancadas ou áreas abertas. As atividades seguem submetidas à vigilância sanitária e à legislação vigente do setor farmacêutico. A lei ainda prevê a possibilidade de utilização de canais digitais e plataformas de e-commerce para entrega de medicamentos, desde que todas as normas sanitárias sejam rigorosamente cumpridas.















