O Projeto de Lei 2133/2023 propõe criar o Sistema de Compras Expressas (Sicx), um marketplace federal para substituir licitações na compra de bens e serviços padronizados pelo setor público, incluindo medicamentos para o SUS. O objetivo é agilizar, desburocratizar e baratear as aquisições, com pagamento e entrega em até 30 dias. O sistema prevê compras com fornecedores previamente credenciados, reduzindo fragmentação e variação de preços, comuns hoje em milhares de licitações individuais. Inspirado em modelos internacionais e com apoio do Ministério da Gestão, o Sicx busca evitar desabastecimento e aumentar a eficiência nas compras governamentais de medicamentos e insumos de saúde. O deputado Soranz considera positivo o diálogo com o setor e acredita que o Sicx pode eliminar burocracias nas licitações. Para o presidente da ABRADIMEX, Paulo Maia, simplificar o processo de vendas é importante: “qualquer proposta que busque simplificar o processo de vendas é válida”. Maia ressalta que as licitações atuais são caras, lentas e burocráticas, gerando atrasos nos pagamentos e prejudicando o setor. Apesar disso, demonstra preocupação com a segurança dos pacientes e a autenticidade dos medicamentos em um marketplace público. Ele alerta para o risco de fornecedores inseguros, já que o setor de medicamentos sofre com roubos e falsificações, e cobra critérios claros para participação no Sicx. “Isso me parece um ponto vulnerável e frágil desse projeto, justamente devido ao movimento que já observamos nos marketplaces privados de remédios. Temos plataformas com cadastros frágeis, passíveis de fraude, em que já identificamos a venda com preços muito baixos, que seriam impossíveis de serem praticados e indicam que o produto é de origem duvidosa. No final quem sai prejudicado são os pacientes”. A ABRADIMEX defende que apenas distribuidores credenciados pela indústria farmacêutica possam participar do sistema, com regulação específica da Anvisa. O PL determina que a regulamentação do Sicx ficará a cargo do Poder Executivo, que definirá as regras de admissão, entrega, pagamento e penalidades para o uso da plataforma.
Oito funcionários de transportadoras são detidos por facilitar roubos de carga no RJ
Durante a Operação Torniquete, realizada pela Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas, oito funcionários de grandes transportadoras foram presos nesta sexta-feira (25) no Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Civil, eles integravam um esquema criminoso que repassava informações confidenciais sobre rotas e cargas valiosas a traficantes do Complexo da Maré. Os suspeitos, entre motoristas, supervisores e ajudantes, teriam colaborado com facções rivais, como Comando Vermelho e Terceiro Comando Puro. As cargas visadas incluíam itens de alto valor, como eletrônicos e joias. A investigação identificou 11 assaltos relacionados diretamente ao grupo, com um prejuízo estimado em R$ 3 milhões. Todos os detidos foram levados ao sistema prisional e seguem à disposição da Justiça.
Câmara propõe facilitar acesso a medicamentos de alto custo
Uma nova proposta legislativa em análise nas comissões de Constituição e Justiça, Finanças e Tributação e Saúde pretende facilitar o acesso da população a medicamentos de alto custo. O objetivo é otimizar os processos de compra e distribuição desses fármacos no país. O texto atribui ao Ministério da Saúde a responsabilidade pela aquisição e distribuição dos medicamentos classificados nessa categoria, seguindo as normas, protocolos e diretrizes clínicas e terapêuticas da própria pasta. A proposta também prevê a possibilidade de cooperação com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para monitorar os trâmites desses processos. A iniciativa foi motivada por discussões realizadas recentemente em um fórum internacional que abordou, entre outros temas, o acesso a terapias avançadas e a judicialização da saúde no Brasil.
Estudo da ABRADIMEX diz que roubos de cargas farmacêuticas vão aumentar em 2025
Um estudo da ABRADIMEX, construído pela Deloitte a partir de dados da IQVIA, destacou que medicamentos representam apenas 2% das cargas roubadas no Brasil, mas têm alto valor agregado, facilidade de revenda e são difíceis de rastrear, o que torna a segurança no transporte um desafio importante para o setor. “Desde o momento em que o medicamento é recebido na sede ou nos centros de distribuição, são necessárias medidas rigorosas para mitigação de roubo dessa carga. E no momento em que a mesma se desloca ao destino final, seja um hospital ou clínica especializada, o cuidado segue junto, com adoção de medidas como contratação de unidades de transporte blindadas e/ou contratação de escolta armada”, Comenta Paulo Maia, presidente executivo da entidade. Dados destacados 52% dos 42 especialistas em segurança logística preveem crescimento nos crimes contra cargas farmacêuticas em 2025 O furto de remédios costuma ser planejado, não ocasional, com foco em itens específicos de alto valor Sudeste e Sul concentram a maior parte dos casos no país, com o Sudeste respondendo sozinho por 85% do total de ocorrências Embora a maioria dos crimes aconteça durante o deslocamento em estradas e áreas urbanas, há um crescimento preocupante de assaltos a armazéns e Centros de Distribuição Como consequência o relatório aponta que o custo do frete é aumentado entre 5% e 10% em zonas de risco. Além do necessário investimento em carros blindados, escolta e tecnologia de segurança. A ABRADIMEX reúne 15 distribuidoras que atendem 15 mil estabelecimentos de saúde, com um portfólio de 243 itens e cerca de 10 milhões de entregas mensais. Essas empresas abastecem 80% dos hospitais privados e 61% das clínicas, representando 75% do mercado nacional. “Estes dados comprovam a importância estratégica desses operadores para garantir o acesso da população a terapias para doenças raras e de alto custo”, conclui Maia.
Câncer e doenças autoimunes impulsionam desenvolvimento de novos medicamentos
A incidência crescente de doenças oncológicas e imunológicas tem impulsionado o desenvolvimento de novos medicamentos, especialmente no mercado institucional brasileiro, onde a oncologia se destaca como a principal classe terapêutica. No período de 12 meses encerrado em agosto de 2024, o faturamento nacional com medicamentos oncológicos foi de R$ 77 bilhões, sendo R$ 26,1 bilhões oriundos da distribuição por meio de distribuidoras (35,67%). No canal non retail, os fármacos para tratamento de câncer representaram 82% das vendas, em contraste com 18% das vendas diretas. Os dados são do Relatório do Setor de Distribuição de Medicamentos no Mercado Institucional Brasileiro, realizado pela Deloitte a pedido da ABRADIMEX. O relatório também aponta avanço das distribuidoras no segmento de imunologia, com participação superior a quatro pontos percentuais. “Nessa categoria, as vendas de medicamentos atingiram R$ 7,3 bilhões, o equivalente a 55% do mercado institucional, contra a participação de 45% das vendas no varejo”, destaca Paulo Maia, presidente executivo da ABRADIMEX. As doenças autoimunes — como psoríase, lúpus e artrite reumatoide —, também vêm crescendo globalmente. Só o lúpus afeta cerca de 65 mil brasileiros, segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia. “E em se tratando de um país de dimensões continentais, com população em franco processo de envelhecimento e que demanda medicamentos de elevado grau de sensibilidade, o papel das distribuidoras tende a se tornar cada vez mais prioritário no ecossistema de saúde”, reforça Maia.
Roubo de carga e pagamento esendido desafiam distribuidores de medicamentos especializados
Estudo encomendado pela ABRADIMEX à consultoria Deloitte destaca desafios do setor de distribuição de medicamentos, como roubo de cargas, prazos financeiros longos, logística complexa e exigências regulatórias. O mercado farmacêutico brasileiro chegou a R$ 229 bilhões, com forte avanço no canal institucional, que movimenta R$ 44 bilhões. A ABRADIMEX representa 15 distribuidoras responsáveis por 10 milhões de entregas mensais em todo o país. “Esses números ratificam o papel fundamental desses agentes para viabilizar o acesso da população a tratamentos de doenças raras e de alta complexidade”, destaca Paulo Maia. A oncologia lidera o faturamento do mercado (35,67%) e as distribuidoras são fornecedoras da maior parte dos medicamentos (82%)”; o mesmo ocorre com anti-infecciosos/fúngicos e hormônios (74%). As distribuidoras também ganharam 4,2 pontos percentuais em imunologia. O setor, sensível e altamente regulamentado, exige evolução técnica contínua, segundo a Anvisa e vigilâncias locais. “A não observância a esse detalhe pode inutilizar o medicamento e gerar custos milionários às fontes pagadoras”, alerta Maia. “Desde o momento em que o medicamento é recebido na sede ou nos centros de distribuição, são necessárias medidas rigorosas para mitigação de roubo dessa carga. E no momento em que a mesma se desloca ao destino final, seja um hospital ou clínica especializada, o cuidado segue junto, com adoção de medidas como contratação de unidades de transporte blindadas e/ou contratação de escolta armada”, diz Maia. Outro desafio é a gestão comercial, com pressão de margens, inadimplência e aumento no prazo entre pagamento e recebimento. “Mesmo diante desses desafios, o setor procura reforçar investimentos para aprimorar e acelerar a execução de suas atividades, ratificando seu claro compromisso com a cadeia da saúde e com o acesso a medicamentos no país”, finaliza Maia.
Relatório da Deloitte analisa setor de medicamentos no Mercado Institucional
O canal institucional de medicamentos, que inclui produtos especializados e hospitalares, movimenta R$ 44 bilhões e cresce acima da média do setor, com operadoras e governos como principais compradores. A ABRADIMEX representa 15 distribuidoras especializadas, responsáveis por 75% do mercado e cerca de 10 milhões de entregas mensais. “Esses números ratificam o papel fundamental desses agentes para viabilizar o acesso da população a tratamentos de doenças raras e de alta complexidade”, enfatiza Paulo Maia, presidente executivo da entidade. A venda via distribuidor é predominante nas principais classes terapêuticas. “A oncologia lidera o faturamento do mercado (35,67%) e as distribuidoras são fornecedoras da maior parte dos medicamentos (82%)”, destaca Maia. O setor cresce com destaque para terapias como anti-infecciosos, fúngicos e hormônios (74%), além de ganho de 4,2 pontos percentuais em imunologia. Mas o avanço vem acompanhado de exigências técnicas, regulatórias e logísticas. Em um país de dimensões continentais e infraestrutura desafiadora, o controle de temperatura é essencial. “A não observância a esse detalhe pode inutilizar o medicamento e gerar custos milionários às fontes pagadoras”, alerta Maia. A segurança exige atenção em toda a operação. “Desde o momento em que o medicamento é recebido na sede ou nos centros de distribuição, são necessárias medidas rigorosas para mitigação de roubo dessa carga. E no momento em que a mesma se desloca ao destino final, seja um hospital ou clínica especializada, o cuidado segue junto, com adoção de medidas como contratação de unidades de transporte blindadas e/ou contratação de escolta armada”, observa Maia. O setor também enfrenta desafios financeiros. “Mesmo diante desses desafios, o setor procura reforçar investimentos para aprimorar e acelerar a execução de suas atividades, ratificando seu claro compromisso com a cadeia da saúde e com o acesso a medicamentos no país”, finaliza Maia.
Relatório do Setor de Distribuição de Medicamentos no Mercado Institucional Brasileiro
Faça o download do Relatório do Setor de Distribuição de Medicamentos no Mercado Institucional Brasileiro, um estudo da ABRADIMEX, construído pela Deloitte a partir de dados da IQVIA.