A Hospitalar 2026 está chegando, e a ABRADIMEX apoia mais uma edição desse que é um dos principais encontros do setor da saúde na América Latina. De 19 a 22 de maio, em São Paulo, o evento reúne inovação, conteúdo estratégico e grandes conexões que impulsionam toda a cadeia. Associados ABRADIMEX contam com condições especiais para participação, reforçando o compromisso da entidade em fomentar conhecimento, relacionamento e desenvolvimento do setor. Nos vemos na Hospitalar 2026.
Operação nacional intensifica combate a medicamentos irregulares para emagrecimento
Uma ação coordenada entre a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Polícia Federal foi iniciada nesta terça-feira (7/4) com o objetivo de desarticular esquemas ligados à circulação irregular de medicamentos voltados ao emagrecimento no Brasil. A operação atua em diferentes estados e mira todas as etapas da cadeia ilegal, desde a entrada de insumos no país até a produção, distribuição e comercialização de substâncias sem controle sanitário. Entre os principais alvos estão produtos injetáveis que utilizam ativos amplamente conhecidos no tratamento da obesidade, além de substâncias ainda não autorizadas para uso no país. A investigação também inclui estabelecimentos como farmácias de manipulação, clínicas e empresas que operam fora das normas regulatórias. Além de apreensões e fiscalizações, a ação busca reunir informações que fortaleçam investigações em andamento. As práticas identificadas podem configurar crimes como falsificação de medicamentos, comércio irregular e contrabando. A iniciativa reforça a importância da rastreabilidade, da regulamentação e do controle de qualidade em toda a cadeia farmacêutica, especialmente quando se trata de medicamentos injetáveis que impactam diretamente a saúde dos pacientes.
ABRADIMEX e Ministério da Justiça avançam em diálogo para reforçar segurança no transporte de medicamentos
No último dia 9 de abril, a ABRADIMEX participou de uma agenda institucional com representantes da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), ligada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, com foco na construção de estratégias para conter o roubo de cargas de medicamentos no Brasil. O encontro reuniu o presidente executivo da entidade, Paulo Maia, e integrantes da Senasp, entre eles o delegado Getúlio Monteiro, responsável pela área de combate ao crime organizado, além de outros representantes da segurança pública. Durante a reunião, a ABRADIMEX apresentou dados e informações sobre o setor de distribuição de medicamentos, evidenciando como o aumento desse tipo de crime tem impactado diretamente o abastecimento e a regularidade do sistema de saúde. Também foi compartilhado um estudo atualizado sobre o mercado institucional, desenvolvido pelas consultorias Deloitte e Overhaul, com o objetivo de contribuir para a análise e formulação de ações conjuntas. As discussões envolveram possíveis caminhos para reduzir os prejuízos causados por essas ocorrências, incluindo iniciativas voltadas à desarticulação de redes de receptação e ao enfraquecimento econômico de grupos criminosos. Além disso, foi considerada a criação de mecanismos de cooperação entre as instituições, com a perspectiva de formalizar uma parceria futura. Como desdobramento, foi sugerida a realização de uma visita à Confederação Nacional do Transporte, com o intuito de promover a troca de experiências e aprimorar práticas voltadas à segurança logística. A ABRADIMEX destaca a importância da atuação conjunta com órgãos públicos e reafirma seu compromisso em contribuir para soluções que garantam mais segurança na distribuição de medicamentos e continuidade no atendimento à população.
Operação conjunta combate esquema ilegal de medicamentos oncológicos no Brasil
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) participou, nesta quinta-feira (2/4), de uma ação integrada com a Polícia Federal (PF), o Ministério Público Federal (MPF) e a Receita Federal do Brasil (RFB) para combater a atuação de uma organização criminosa envolvida na comercialização irregular de medicamentos oncológicos de alto custo no país. A operação, denominada “Bula Fria”, tem como objetivo desarticular um esquema que representa sérios riscos à saúde pública, especialmente pela circulação de produtos sem controle sanitário adequado. De acordo com as investigações, o grupo atuava de forma estruturada na entrada clandestina de medicamentos no Brasil, incluindo tratamentos utilizados no combate ao câncer, sem o devido registro junto aos órgãos reguladores. Entre os crimes apurados estão contrabando, falsificação de medicamentos, adulteração de produtos terapêuticos, além de práticas relacionadas à corrupção, crimes tributários e lavagem de dinheiro. A ação reforça a importância da fiscalização e da atuação coordenada entre órgãos públicos para garantir a segurança sanitária e proteger a população contra riscos associados ao uso de medicamentos irregulares.
Nova resolução da CMED regulamenta ajuste anual de medicamentos
A ABRADIMEX – Associação Brasileira dos Distribuidores de Medicamentos Especializados, Excepcionais e Hospitalares – apresenta sua análise sobre a Resolução CM-CMED nº 4/2026, publicada no Diário Oficial da União em 31 de março, que estabelece os critérios para o ajuste anual de preços de medicamentos no país. A norma define os limites máximos de reajuste a partir de 31 de março de 2026, fixados em 3,81% (Nível 1), 2,47% (Nível 2) e 1,13% (Nível 3). Também reforça a obrigatoriedade do envio do Relatório de Comercialização à Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) como condição para aplicação do reajuste, além de manter diretrizes para a transparência na divulgação de preços ao longo da cadeia. A ABRADIMEX reconhece a relevância da política de reajustes anuais como instrumento de previsibilidade regulatória e equilíbrio do mercado farmacêutico. No entanto, destaca que os índices definidos para 2026 se mostram pressionados frente à realidade operacional da cadeia de distribuição. O setor enfrenta um cenário marcado pelo aumento contínuo dos custos logísticos, pela pressão inflacionária sobre insumos, pela ampliação das exigências regulatórias e sanitárias, além dos impactos tributários decorrentes das variações de ICMS entre estados. Esses fatores impactam diretamente a sustentabilidade das operações. Nesse contexto, a distribuição farmacêutica reafirma seu papel essencial no abastecimento nacional, garantindo capilaridade e acesso a medicamentos em todas as regiões do país. A exigência do Relatório de Comercialização reforça o compromisso com a transparência, mas também evidencia a necessidade de avanços nos processos regulatórios, incluindo maior eficiência no envio e validação das informações, segurança jurídica quanto à confidencialidade dos dados e racionalização de obrigações acessórias, evitando sobrecarga operacional. A resolução também mantém a obrigatoriedade de divulgação de preços pela indústria e a atualização das listas no varejo. Para a ABRADIMEX, é fundamental avançar na harmonização dessas informações ao longo da cadeia, assegurar clareza na aplicação do Preço Máximo ao Consumidor (PMC) – especialmente diante das variações tributárias -, e evitar distorções que possam comprometer a previsibilidade das operações. Diante desse cenário, a ABRADIMEX reforça que os índices de reajuste exigem atenção quanto à sustentabilidade econômica da distribuição e destaca a importância do fortalecimento do diálogo entre indústria, distribuidores e poder público. A entidade reitera que a distribuição farmacêutica é um elo estratégico para o acesso a medicamentos no Brasil e se coloca à disposição para contribuir tecnicamente com a evolução do ambiente regulatório, buscando soluções que garantam equilíbrio econômico, segurança no abastecimento e ampliação do acesso da população aos tratamentos.
Supermercados passam a poder ter farmácias após nova lei federal
Foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (23/3) a Lei nº 15.357, que autoriza a instalação de farmácias e drogarias em supermercados. A norma, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, altera a Lei nº 5.991/1973, responsável por regulamentar o controle sanitário do comércio de medicamentos no país. Originada a partir do Projeto de Lei nº 2.158/2023, a medida tem como objetivo ampliar o acesso da população a medicamentos, sem comprometer os critérios de segurança sanitária e a qualidade na dispensação. A legislação permite que farmácias e drogarias funcionem dentro de supermercados, desde que instaladas em espaços físicos exclusivos, delimitados e totalmente segregados das demais áreas de venda. Esses estabelecimentos devem operar de forma independente, seja sob a mesma titularidade do supermercado ou por meio de parceria com empresas devidamente licenciadas, sempre respeitando todas as exigências legais, técnicas e sanitárias, incluindo estrutura adequada, controle de temperatura, rastreabilidade e condições apropriadas de armazenamento. A presença de um farmacêutico habilitado durante todo o horário de funcionamento passa a ser obrigatória. Além disso, a dispensação de medicamentos controlados deverá seguir protocolos específicos, garantindo segurança ao consumidor, seja por meio da entrega após o pagamento ou com transporte em embalagem lacrada e identificada até o caixa. A norma também proíbe a comercialização de medicamentos fora do ambiente da farmácia dentro do supermercado, impedindo a exposição em gôndolas, bancadas ou áreas abertas. As atividades seguem submetidas à vigilância sanitária e à legislação vigente do setor farmacêutico. A lei ainda prevê a possibilidade de utilização de canais digitais e plataformas de e-commerce para entrega de medicamentos, desde que todas as normas sanitárias sejam rigorosamente cumpridas.
Ajuste anual de preços de medicamentos
A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), conforme estabelecido pela Lei nº 10.742/2003, é responsável por definir as regras para a formação e o ajuste dos preços de medicamentos no Brasil. Entre suas atribuições, estão a fixação dos preços máximos de comercialização — como o Preço Fábrica (PF), o Preço Máximo ao Consumidor (PMC) e o Preço Máximo de Venda ao Governo (PMVG) — além da definição dos limites para os reajustes anuais. Com a publicação da Resolução CMED nº 1, de 23 de fevereiro de 2015, passou a vigorar um modelo mais estruturado para o cálculo desses reajustes, realizado anualmente, sempre no dia 31 de março. Esse modelo estabelece um teto de preços baseado na combinação de diferentes fatores econômicos. O cálculo considera o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado nos últimos 12 meses, ajustado por três componentes: o fator de produtividade (Fator X), o fator de ajuste entre setores (Fator Y) e o fator de ajuste intrassetorial (Fator Z). O Fator X, definido anualmente por meio de nota técnica da CMED, reflete a expectativa de ganhos de produtividade da indústria farmacêutica. Quando não há previsão de avanço na produtividade do setor, esse fator é fixado em zero. Seguindo a metodologia vigente, a variação percentual permitida para os preços dos medicamentos (VPP) é calculada pela fórmula: VPP = IPCA – X + Y + Z. Considerando a definição recente do Fator X igual a zero, os demais componentes de ajuste também tendem a não gerar impacto adicional, mantendo o reajuste diretamente atrelado à inflação medida pelo IPCA.
Em reportagem do Valor Econômico, ABRADIMEX alerta para aumento do roubo de medicamentos de alto valor e impactos na cadeia farmacêutica
O aumento do roubo de cargas no Brasil tem atingido diretamente a cadeia farmacêutica, especialmente no transporte de medicamentos de alto valor agregado, como as canetas emagrecedoras à base de GLP-1, utilizadas no tratamento do diabetes e da obesidade. Segundo levantamento da Associação Brasileira de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), mais de 65 mil unidades desses medicamentos foram roubadas no último ano, gerando prejuízos formais estimados em cerca de R$ 70 milhões. Considerando ocorrências não notificadas, o impacto pode ter alcançado R$ 150 milhões. O cenário acompanha o crescimento geral dos roubos de carga no país. Dados do setor de supply chain indicam aumento relevante das ocorrências, com maior dispersão regional dos crimes, que passaram a avançar também fora do eixo Sudeste. Diante desse contexto, empresas da cadeia de distribuição têm reforçado investimentos em segurança logística. Levantamento da Associação Brasileira de Distribuidores de Medicamentos Especializados, Excepcionais e Hospitalares (ABRADIMEX) aponta que metade das transportadoras do setor ampliou em até 20% os investimentos em proteção de cargas, incluindo rastreamento em tempo real, escolta armada e adaptação de veículos. “O criminoso busca mercadorias com alto valor agregado e fácil escoamento. Em alguns casos, uma única carga de medicamentos equivale financeiramente a vários caminhões de outros produtos”, afirma Paulo Maia, Presidente Executivo da ABRADIMEX. “Isso exige protocolos de segurança mais caros e complexos.” Apesar de representarem uma parcela menor do total de cargas roubadas, os medicamentos se tornaram alvos estratégicos devido ao elevado valor unitário e à facilidade de comercialização no mercado ilegal, aumentando custos operacionais e desafios para garantir o acesso seguro aos tratamentos.
CMED propõe regras objetivas para preços em compras judiciais de medicamentos
A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), no âmbito da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicou a Consulta Pública nº 1/2026, que propõe estabelecer critérios objetivos para definição do preço máximo de medicamentos adquiridos pela administração pública para cumprimento de decisões judiciais.A proposta visa disciplinar a formação de preços na chamada judicialização da saúde, estabelecendo metodologia baseada em três referenciais: A definição de critérios objetivos representa avanço na busca por maior previsibilidade regulatória, especialmente em um ambiente historicamente marcado por decisões emergenciais e ausência de padronização de preços. Impacto sobre margens e sustentabilidade da distribuiçãoA judicialização frequentemente envolve: A fixação do menor valor entre três referências pode resultar em compressão de margens incompatível com: Sem mecanismo de reconhecimento dessas variáveis, há risco de: A proposta prevê atualização com base nos reajustes anuais autorizados pela CMED. Contudo: A ABRADIMEX reconhece a importância de aprimorar a racionalidade do gasto público, mitigar distorções em compras judiciais e garantir transparência e controle regulatório.Entretanto, destaca que a judicialização da saúde envolve dinâmica distinta das compras programadas, exigindo equilíbrio entre: 📌 Prazo final para envio das contribuições: 16 de março de 2026. “A proposta de ato normativo e os demais documentos que subsidiaram a sua elaboração estarão disponíveis no portal eletrônico da Anvisa, no endereço https://anvisalegis.datalegis.net/action/ActionDatalegis.php?acao=recuperarTematicasCollapse&cod_modulo=630&cod_menu=9373, e no portal eletrônico Participa + Brasil, no endereço https://www.gov.br/participamaisbrasil/consultas-publicas.. As sugestões no portal da Anvisa deverão ser enviadas eletronicamente por meio do preenchimento de formulário eletrônico específico, disponível no endereço: https://pesquisa.anvisa.gov.br/index.php/953393?lang=pt-BR.%E2%80%9D D.O.U de 8/01/2026″
Aniversário da ANVISA: 27 anos garantindo que a saúde do Brasil avance com segurança, rigor técnico e responsabilidade
Neste 26 de janeiro, a ANVISA completa 27 anos de atuação essencial para o Brasil. São quase três décadas fortalecendo a vigilância sanitária, promovendo segurança, qualidade e eficácia em medicamentos, produtos e serviços de saúde. A ABRADIMEX reconhece o papel técnico, científico e regulatório da Agência como um pilar fundamental para a proteção da população e para o equilíbrio de toda a cadeia da saúde, da indústria à distribuição, até o paciente final. O trabalho da ANVISA orienta, fortalece e qualifica a atuação dos distribuidores, contribuindo para um sistema mais seguro, responsável e confiável, especialmente no acesso a medicamentos especiais, excepcionais e hospitalares. Parabéns à ANVISA e a todos os profissionais que constroem diariamente essa história de compromisso com a ciência, a saúde pública e o interesse coletivo.